Observatório ODS 18 debate feminicídio no Brasil

O Observatório ODS 18 participou do seminário “AMURC em Defesa das Mulheres: Feminicídio Zero – Uma Luta Coletiva”, realizado em Itabuna, como parte das atividades do Março Mulher, com o objetivo de fortalecer o debate e as estratégias de enfrentamento à violência de gênero diante da persistência dos altos índices de feminicídio no Brasil.

A participação contou com a presença da coordenadora professora Maria do Carmo Rebouças e da professora Letícia Pereira. O evento também reuniu autoridades como a tenente-coronela Denice Santiago e a vereadora Wilmacy Oliveira, que destacaram a importância da atuação conjunta entre instituições no enfrentamento à violência contra as mulheres.

No Brasil, os dados evidenciam a gravidade do cenário: mulheres negras representaram 62,6% das vítimas de feminicídio entre 2021 e 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o que reforça a necessidade de respostas mais direcionadas e eficazes.

Um dos pontos centrais do debate foi a necessidade de políticas públicas que considerem a interseccionalidade, reconhecendo que fatores como raça, classe e território influenciam diretamente os índices de violência e as condições de vulnerabilidade.

A discussão dialoga diretamente com a Meta 2 do ODS 18 — agenda brasileira voltada à promoção da igualdade étnico-racial — que propõe eliminar todas as formas de violência a partir de uma abordagem interseccional, com atenção especial ao feminicídio e às desigualdades estruturais.

Como encaminhamento, o seminário reforçou a importância de ampliar a integração entre políticas de segurança pública, assistência social e promoção da igualdade racial, além do fortalecimento de ações territoriais que considerem as especificidades locais no enfrentamento à violência de gênero.

A participação do Observatório ODS 18 no seminário evidencia a necessidade de articulação entre diferentes esferas institucionais e reafirma a centralidade da abordagem interseccional na formulação de políticas públicas mais eficazes no enfrentamento ao feminicídio no país.

 

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