ONG Criola realiza Encontro sobre a Marcha das Mulheres Negras 2025: estratégias para a construção de futuros sem racismo

A ONG Criola realizou nesta quinta-feira (26), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), um encontro para discutir estratégias sobre a Marcha das Mulheres Negras e para a construção de futuros sem racismo. A atividade contou com as participações de Maria do Carmo Rebouças, coordenadora do Observatório ODS 18 e professora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), de Cida Bento, psicóloga e diretora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), além de Lúcia Xavier, assistente social e coordenadora geral de Criola.

A 2ª Marcha ocorre no dia 25 de novembro, em Brasília, após dez anos de realização da Marcha de Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver e que contou com a participação de mais de 100 mil mulheres negras de diferentes regiões e realidades, visando construir um movimento forte e representativo.

Criola definiu o encontro como “um espaço de diálogo e cocriação colaborativa, com o envolvimento de múltiplas partes interessadas na implementação de novos processos políticos, sociais e culturais que rompam com o racismo patriarcal cisheteronormativo”.

Para Maria do Carmo Rebouças a Marcha não é apenas um espaço para denúncia, mas um projeto de país. “Este é um campo coletivo de construção de pensamento, ação política e alternativas ao pacto social excludente vigente”, declarou.

Ainda segundo Rebouças, o cenário para a população negra no Brasil sempre foi adverso e, especificamente, para as mulheres negras é estruturalmente hostil. “O Brasil é fundado sobre um sistema racista, patriarcal e escravocrata. Um ethos que permanece na cultura política, nos direitos, na economia e no imaginário nacional”.

A coordenadora do Observatório ODS 18 ainda lembrou que as mulheres negras compõem mais de 61 milhões da população brasileira e, mesmo sendo maioria, continuam sendo invisibilizadas. “Precisamos construir transições possíveis onde as mulheres negras estejam no centro do debate”, concluiu.

Cida Bento também avalia que a Marcha das Mulheres Negras representa um dos maiores acontecimentos políticos do país, já que é uma forma de ação conjunta. “Precisamos reaprender a dialogar com as mulheres negras que estão em espectros políticos e sociais que se diferem dos nossos e propor formas de ação conjunta em prol de nossas vidas”, sugeriu.

Respostas de 4

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